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Constatação Incômoda
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no dia 26/07 às 15h45
Devaneios de uma tarde, entre um e-mail e outro...
Por Toad
Por cerca de cinco minutos eu fiquei parado vendo as pessoas andando pelo meu andar.
Computadores aquecendo o rancor e montanhas de papel em cima do amor-próprio.
Sem exagero: Foi possível acompanhar os passos de alguns em câmera lenta.
E me permiti o clichê do questionamento sobre qual motivo embasava minha existência. O que eu to fazendo com a minha vida?
Há um curta-metragem chamado "Signs" (Link Youtube) em que os 3 primeiros minutos retratam bem o que eu senti.
Há poucos dias surgiram meus primeiros cabelos brancos e eu não sei se é apenas da idade ou de preocupações que não deveriam me preocupar. De pensamentos que eu não deveria pensar ou de problemas que eu não deveria resolver.
Hoje é fácil apreender que para pessoas comuns não há felicidade. O que nós temos são momentos felizes.
A gente se fode por meses e anos pra poder passar alguns dias com pessoas que a gente ama.
Me chame de compassivo, me julgue como quiser. Mas assim eu sou.
E cada segundo desse tempo junto com essas pessoas são de valia incomensurável. E com certeza é por isso que sentimos tanto sua falta, quando longe. E felicidade quando perto.
Aqui eu poderia fazer um paralelo (homeomorfo) sobre como esse anseio pode ser utilizado em uma analogia sobre a morte, mas já existe um texto meu que fala disso. (Link)
O que venho citar é justamente o ser vivo. As pessoas das quais a gente se espaça. Ou que se abduzem.
Pergunto: Você é feliz com a vida que você leva? O que você mudaria? O que está em suas mãos agora? Você está fazendo tudo o que você poderia fazer ou já se deixou corromper por uma indolência burguesa ou burra?
Tenho 28 anos hoje e ao contrário do que eu acreditava aos 17, ainda não conheço o mundo todo. Não falo várias línguas e não estou completamente feliz com o meu cotidiano.
E não, eu sei que não estou fazendo o suficiente. A gente é vítima APENAS de nossas atitudes. Nós sofremos diante do que nós fazemos com nossas vidas.
Amigos de outras cidades, da escola, faculdade, do bairro, família... Eu me afastei, eles o fizeram e assim nossas (ir)responsabilidades nos guiaram.
Cara, que vontade de ter acompanhado aquele momento do sorriso, da surpresa, da vitória. E eu não estava lá.
Do nascimento de um projeto, do acordo, da sorte. Como eu gostaria de ter dado risada daquele riso.
Mas cá estou eu. Parado em frente a esse computador, com vários papéis espalhados, um copo de café que olha pra mim com certo desprezo e me deixa de sorriso amarelo. Um telefone que não para de tocar e raríssimas coisas que me dão um pouco daqueles momentos felizes.
Não entenda isso como queixa. Como dito, a culpa é minha. Eu comando meus atos e eu deveria me desvencilhar do que não me faz bem.
Veja esse texto como um aviso. Afinal, você é feliz!? Se não, o que você está fazendo para transformar isso?!
E sim, eu preciso de férias.
Por Toad
Por cerca de cinco minutos eu fiquei parado vendo as pessoas andando pelo meu andar.
Computadores aquecendo o rancor e montanhas de papel em cima do amor-próprio.
Sem exagero: Foi possível acompanhar os passos de alguns em câmera lenta.
E me permiti o clichê do questionamento sobre qual motivo embasava minha existência. O que eu to fazendo com a minha vida?
Há um curta-metragem chamado "Signs" (Link Youtube) em que os 3 primeiros minutos retratam bem o que eu senti.
Há poucos dias surgiram meus primeiros cabelos brancos e eu não sei se é apenas da idade ou de preocupações que não deveriam me preocupar. De pensamentos que eu não deveria pensar ou de problemas que eu não deveria resolver.
Hoje é fácil apreender que para pessoas comuns não há felicidade. O que nós temos são momentos felizes.
A gente se fode por meses e anos pra poder passar alguns dias com pessoas que a gente ama.
Me chame de compassivo, me julgue como quiser. Mas assim eu sou.
E cada segundo desse tempo junto com essas pessoas são de valia incomensurável. E com certeza é por isso que sentimos tanto sua falta, quando longe. E felicidade quando perto.
Aqui eu poderia fazer um paralelo (homeomorfo) sobre como esse anseio pode ser utilizado em uma analogia sobre a morte, mas já existe um texto meu que fala disso. (Link)
O que venho citar é justamente o ser vivo. As pessoas das quais a gente se espaça. Ou que se abduzem.
Pergunto: Você é feliz com a vida que você leva? O que você mudaria? O que está em suas mãos agora? Você está fazendo tudo o que você poderia fazer ou já se deixou corromper por uma indolência burguesa ou burra?
Tenho 28 anos hoje e ao contrário do que eu acreditava aos 17, ainda não conheço o mundo todo. Não falo várias línguas e não estou completamente feliz com o meu cotidiano.
E não, eu sei que não estou fazendo o suficiente. A gente é vítima APENAS de nossas atitudes. Nós sofremos diante do que nós fazemos com nossas vidas.
Amigos de outras cidades, da escola, faculdade, do bairro, família... Eu me afastei, eles o fizeram e assim nossas (ir)responsabilidades nos guiaram.
Cara, que vontade de ter acompanhado aquele momento do sorriso, da surpresa, da vitória. E eu não estava lá.
Do nascimento de um projeto, do acordo, da sorte. Como eu gostaria de ter dado risada daquele riso.
Mas cá estou eu. Parado em frente a esse computador, com vários papéis espalhados, um copo de café que olha pra mim com certo desprezo e me deixa de sorriso amarelo. Um telefone que não para de tocar e raríssimas coisas que me dão um pouco daqueles momentos felizes.
Não entenda isso como queixa. Como dito, a culpa é minha. Eu comando meus atos e eu deveria me desvencilhar do que não me faz bem.
Veja esse texto como um aviso. Afinal, você é feliz!? Se não, o que você está fazendo para transformar isso?!
E sim, eu preciso de férias.
