Um infinito é maior que o outro

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por Toad no dia 22/04 às 17h54
"mas acreditar em relacionamento bom em pós-namoro é acreditar em papai noel."

Olha, se deu essa impressão o texto, eu peço desculpas.

Ele não fala sobre ter bom relacionamento. Fala sobre alimentar um ódio usado como escudo.

Na real o ideal é não ter relacionamento algum, bom ou ruim, enquanto as feridas estiverem abertas.

Tem quem não deixe a ferida fechar. Ás vezes, quem faz isso é justamente o lado machucado da história.

Quanto às tendências vingativas ou magoadas de quem ficou pra trás, cada um reage da forma que acha propícia. Quem terminou o relacionamento, no caso, tem que estar preparado para o pior. E aceitar que o outro vai ficar puto, vai xingar, é complicado.

Quando alguém termina um relacionamento, está optando automaticamente em abdicar de todas as coisas boas que o antigo parceiro tinha pra oferecer. E opta também em passar a ser visto com a pior forma de se ver alguém. É assumir o filtro.

Quanto a me importar com meus amigos, tudo o que eu tenho feito é deixar que eles se cuidem por si mesmos, apoiando sua busca por felicidade e conversando quando sou requisitado. No máximo oferecer ajuda e se a pessoa quiser, estarei disponível. Logo, não está fora do que você propõe.

Me desculpe se o texto te incomodou de alguma forma. É minha maneira de ver. você tem a sua.

 
por madame no dia 22/04 às 14h48
Às vezes as pessoas podem enxergar que seguir em frente seja uma forma de querer fazer mal...não e não é. Na maioria das vezes as pessoas querem realmente seguir em frente e deixa pra trás o que aconteceu. O que não acontece, pq quem ficou pra trás quer que a outra tbm fique. E não é assim que a vida funciona. A pessoas não está sendo escrota...ela está apenas vivendo a vida dela...coisa que parece inaceitável. E me desculpe...mas acreditar em relacionamento bom em pós-namoro é acreditar em papai noel. E outra...é bom nos importarmos com nossos amigos..mas é bom deixar que eles cuidem de si mesmo...e apenas apoiar e procurar a felicidade dos mesmos.
 
por Toad no dia 22/04 às 13h25
Plush feelings.
 
por Toad no dia 22/04 às 13h14
Concordo. Com tudo.
Vale, me toquei agora, a frase que eu twittei essa semana:

Love should be plug-and-play and ejectable as an USB device.
 
por Fabiana no dia 22/04 às 13h09
Eu acho válida essa tua analogia dos infinitos e, de certa forma, acho bonito que a coisa exista dessa maneira. O velho clichê do 'que seja eterno enquanto dure', no fim das contas, acaba sendo a mais cruel e a mais bela de todas as verdades sobre os relacionamentos.

Se soubessemos lidar com isso, com o fim, com o eterno/infinito dentro de um intervalo, seja de 1 a 10, seja de maio a junho, é inegável que tudo seria mais fácil.

O grande desafio é etender que o que faz algo eterno é todo o prazer que se sente com as coisas boas, e todo o aprendizado que se adquire com as coisas ruins. O eterno é isso. É saber fazer durar a lembrança do que foi bom, é aplicar o novo conhecimento para não errar de volta, sem deixar que aquele intervalo influencie negativamente no que virá.

De qualquer maneira, acho os escudos válidos quando não se acha outra maneira de se proteger. Por vezes é mais fácil transformar a beleza de um sentimento em algo destrutivo, porque o que é destrutivo a gente evita, e evitando o destrutivo evitamos também o sentimento original que camuflamos.

Mas de todo esse meu blablabla, uma coisa é certa: quando colocamos o orgulho acima dos sentimentos, estamos fadados ao fracasso. É preciso saber aceitar que algo acabou, assim como é preciso saber a hora certa de pedir e desculpas e recomeçar.

Espero, de coração, que eles não passem o resto da vida se procurando em outras pessoas.

;***
 
por Lívia Cabral no dia 22/04 às 12h37
Na minha curta vida, aprendi 2 coisas sobre o amor:
Primeira:Quanto mais eu aprendo sobre o amor, descubro mais coisas a aprender sobre ele.
A outra coisa que aprendi é que a maioria dos relacionamentos termina por motivos ilógicos, que na verdade são apenas desculpas. A razão real do término no relacionamento muitas vezes jamais será descoberta por nenhum dos lados envolvidos, muito menos por pessoas de fora.
E é por isso que as pessoas costumam dizer " em briga de marido e mulher não se mete a colher" XD a voz do povo é a voz de deus certo?

MAS! Pelo post dá pra perceber o quanto vc se preocupa com essas pessoas. Espero que vc consiga tocá-las!

Beijos!
 
no dia 22/04 às 10h16
Acho que não existe melhor maneira para provar conceitos sobre o infinito, que utilizando os relacionamentos amorosos - e a recíproca.

("uiuiui que mimimi" - calma. Nem tanto)

Eu tenho visto o fim de relacionamentos de amigos meus com tanta surpresa quanto ver a imagem de um zepelim prateado flutuando por sobre os prédios de São Paulo. Atônito e incerto.

E aqui me faço valer de conceitos de cálculo aprendidos árduamente na faculdade:

Um infinito é maior que o outro. - Sim, exatamente isso.

No infinito A (Entre 0 a 1) existem infinitos números. No infinito B (Entre 0 e 10) existem infinitos números.

Mas A < B.

E porque estou falando essas baboseiras? Primeiro porque o blog é meu (ahahahahah).

Segundo, porque nesses relacionamentos de amigos meus, é comum a exaltação do amor infinito, da certeza de se ter encontrado a alma gêmea. Lindo.

É um amor tão perfeito. Tão bonito. Que dá-se a impressão do eterno, de fato.

Não quero utilizar a frase "que seja eterno enquanto dure", porque, convenhamos, que boring.

Mas é algo próximo a isso: Tenho visto relacionamentos eternos de 6 meses. De 1 ano. De 5 anos. De 10 anos.

E outros que continuam com o contador ativado. E que continuem assim.

O ponto aqui (e por favor, esse é o valor e razão desse texto) é a reação post-mortem que os candidatos a "felizes-para-sempre" acabam tendo. Acabam.

A pessoa passa 6 meses, 1 ano, 5 anos, 10 anos convivendo com outra, sendo feliz e fazendo feliz, compartilhando de fluídos corporais a realização de sonhos, viagens e abraços, beijos, segredos.

Para no fim, deixar-se corromper por um escudo travestido em ódio tornando-se um poço de mágoas e sentimentos deploráveis, impossibilitando qualquer chance de uma reaproximação, de fazer dar certo.

Claro, existem casos onde uma das duas partes se porta como um verdadeiro imbecil levando o relacionamento a um colapso irreversível. E aqui talvez o escudo seja um remédio, digamos, aceitável.

Portas fechadas, cadeado trancado, caso encerrado.

Mas na maioria dos casos aos quais esse texto se relaciona, é o superficial quem comanda a festa às avessas do ego e do orgulho.

E ambos passam então o resto da vida procurando um ao outro em relações vazias e incompletas.

Espero que vocês dois saibam que esse texto é pra vocês.
 
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