Toad é um cara normalmente estranho.
Um Analista de Sistemas
Aspirante a Jornalista
Que adora Esportes e Cinema.
Política e Lógica.
Percussão e Bateria.
História e Tecnologia.
oO
A mudança é o propósito.
A ação é o foco.
Revolução Social ou sua comodidade de volta.
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CQC - Custe o que custar - Parte 2
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no dia 07/11/2011 às 23h05
Quando eu a conheci, tudo parecia perfeito. Oops, eu menti.
E se eu disser que vim pra me desculpar, se eu disser que mudei?
Meu medo é que você ache que eu não tenho mais jeito. Mas não, eu tenho sim.
Tudo é tão sério, a gente é tão sério. "Pra que fingir que vai dar tudo certo?" - eu leria em seu olhar febril e debochado.
Será que você escuta ou só finge escutar? Eu tentei não tentar, mas não consigo evitar.
Eu tentei esquecer, tentei conter. Tentei esconder, me entorpecer de calma.
Se a gente tivesse só uma chance, apenas uma chance pra construir nosso império. Nossa casa sem cerca, nem muro.
Se tudo sempre fosse tão fácil assim, qual a graça?
Vem recomeçar. Não vou desistir. E tem gente que vai dizer que nada mudou.
Você vem dizer adeus, e eu te dando oi, querendo te (re)conhecer.
Eu sempre estive perto, e você querendo distância. Calma, não sou tão inseguro, acho que você não entendeu.
Tá, eu sei, eu fiz de tudo pra te provocar, pensei que fosse te acender. E você, lutando com todas suas forças pra não ser... você.
Se for pra se guardar, ok... melhor nem vir. Se for pra se fechar, melhor então nem (re)começar.
começo a pensar que você acha normal não ser feliz. Que acha que o ideal é ser alguém aquém d'aquilo tudo que você{nós} é{somos}.
Se for fingir, se for julgar, se for medir, se for pe(n)sar, nunca vai dar.
Me espere, ninguém precisa partir. Ninguém precisa se omitir.
Não vou te pedir pra manter a calma, nem vou te frear. Não vou tentar te impedir, mas vou te mostrar que existem dois caminhos.
Nem tudo é sempre igual. Todo dia eu ensaio essa conclusão, mas não posso mais, não dá pra ficar sempre pensando em não fazer.
E voltar atrás. Pra que ter medo de recomeçar?
Cê quer saber o fim? Quer fazer o fim? Quer acreditar? Eu também quero. Tudo vai mudar, o que tem que mudar vai mudar.
O problema é quando nem você quer mais o seu melhor. E bato contra um muro de mesmice cega.
Porra, é tudo igual. Tudo é sempre igual. Se depender de mim, dessa vez será bem melhor.
Fica por aqui. Seja como for, seja até o fim.
E se eu disser que vim pra me desculpar, se eu disser que mudei?
Meu medo é que você ache que eu não tenho mais jeito. Mas não, eu tenho sim.
Tudo é tão sério, a gente é tão sério. "Pra que fingir que vai dar tudo certo?" - eu leria em seu olhar febril e debochado.
Será que você escuta ou só finge escutar? Eu tentei não tentar, mas não consigo evitar.
Eu tentei esquecer, tentei conter. Tentei esconder, me entorpecer de calma.
Se a gente tivesse só uma chance, apenas uma chance pra construir nosso império. Nossa casa sem cerca, nem muro.
Se tudo sempre fosse tão fácil assim, qual a graça?
Vem recomeçar. Não vou desistir. E tem gente que vai dizer que nada mudou.
Você vem dizer adeus, e eu te dando oi, querendo te (re)conhecer.
Eu sempre estive perto, e você querendo distância. Calma, não sou tão inseguro, acho que você não entendeu.
Tá, eu sei, eu fiz de tudo pra te provocar, pensei que fosse te acender. E você, lutando com todas suas forças pra não ser... você.
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Se for pra se guardar, ok... melhor nem vir. Se for pra se fechar, melhor então nem (re)começar.
começo a pensar que você acha normal não ser feliz. Que acha que o ideal é ser alguém aquém d'aquilo tudo que você{nós} é{somos}.
Se for fingir, se for julgar, se for medir, se for pe(n)sar, nunca vai dar.
Me espere, ninguém precisa partir. Ninguém precisa se omitir.
Não vou te pedir pra manter a calma, nem vou te frear. Não vou tentar te impedir, mas vou te mostrar que existem dois caminhos.
Nem tudo é sempre igual. Todo dia eu ensaio essa conclusão, mas não posso mais, não dá pra ficar sempre pensando em não fazer.
E voltar atrás. Pra que ter medo de recomeçar?
Cê quer saber o fim? Quer fazer o fim? Quer acreditar? Eu também quero. Tudo vai mudar, o que tem que mudar vai mudar.
O problema é quando nem você quer mais o seu melhor. E bato contra um muro de mesmice cega.
Porra, é tudo igual. Tudo é sempre igual. Se depender de mim, dessa vez será bem melhor.
Fica por aqui. Seja como for, seja até o fim.
Boa noite
no dia 06/11/2011 às 22h38
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Tudo o que eu precisava hoje era do seu cabelo entre meus dedos,
suas pernas nuas sobre minhas coxas, sua pele na minha,
a dança de nossas línguas fazendo o tempo parar,
o encaixe perfeito de nossos corpos
e o caminho sem volta da vontade mútua de repetir tudo isso.
Sempre.
10
no dia 28/10/2011 às 17h27
Hoje me dei conta, no meio do dia, que moro sozinho há 10 anos.
D - E - Z - - - A - N - O - S
Que passaram na mesma velocidade daquela partida de futebol descalço na rua, aos dez anos de idade.
Muitas coisas boas e tantas outras ruins aconteceram nesse período. Fui desafiado pelo meu irmão Yuri Kiddo a tentar pontuá-las aqui neste texto.
Lembro até hoje da primeira noite que dormi nos fundos de uma casa quarto/cozinha/banheiro, em um bairro mais afastado de São Bernardo do Campo. A luz que entrava pela pequena janela, fazendo sombras no teto, os barulhos, a ansiedade, o ranger do colchão, o medo. Tudo isso marcou.
Quando eu me mudei pra lá eu tinha uma moto em frangalhos, trabalhava em uma loja de informática e ganhava R$ 400 por mês. E foi com essa grana que eu vivi durante muito tempo.
De imediato, posso dizer que conheci no ABC pessoas espetaculares, que quero levar pro resto da minha vida. O Yuri é um desses caras. Conheci ele e várias pessoas por intermédio da minha ex-namorada, com quem fiquei por sete destes dez anos. Uma das coisas ruins foi justamente o quanto sofremos no término. Hoje estamos bem, e a vida continua.
Tive algumas bandas. Toquei bateria na cozinha. Gravávamos com um microfone, um computador e com os vizinhos reclamando sempre. O que no fundo era bem divertido.
Neste bairro conheci pessoas que me fizeram mensurar a sorte de, num mundo tão enorme, conhecê-los.
Destas bandas, nenhuma fez sucesso. Mas guardo com carinho algumas músicas e letras escritas de forma espontânea e que ainda hoje me dão orgulho. Lembro dos amplificadores na pia, no fogão. Lembro de muitas risadas. Apesar das dificuldades, de ter ralado MUITO, eu era feliz.
Enfim consegui me formar ensino superior. Algo que eu planejava desde os 14 anos. Claro, não foi uma faculdade de Jornalismo, mas foi de Ciências da Computação e com bolsa para funcionário por metade do curso, pois eu fui funcionário da FEI. A outra metade eu mesmo paguei, e doía hahahahha. Pensei em desistir algumas vezes, dada a dificuldade das provas. Mas tive ajuda para continuar.
Conheci tanta gente legal neste período. Pessoas que se tornaram imprescindíveis na minha vida.
Na correria que se deu e acontece até hoje, vejo nessa proximidade uma vitória. Não é fácil. Muitas pessoas pelas quais eu tenho bastante carinho se afastaram ou foram afastadas. Pessoas da minha família, por exemplo. Eles mal sabem quem sou, salvo meu pai e irmãos. E ainda assim, por insistência deles. Eu me afastei por mágoas do passado. Preciso deixar isso lá atrás. Preciso aprender a esquecer.
Perdi pessoas, perdi amigos. Recentemente eu perdi minha avó, a que me criou depois que minha mãe faleceu, e isso foi uma pancada daquelas que deixam marcas irreversíveis. Perdi o Guilhermo, meu melhor amigo, em um acidente de carro.
E, no dia que minha avó morreu, eu estava entrevistando pessoalmente os atores de uma das séries que eu mais gosto, The Big Bang Theory. Lembro da confusão de sentimentos entre euforia e tristeza. Que angústia.
Falando em carro, eu já tive que roubar meu próprio carro, depois de quase um ano longe,sem saber onde ele estava, com direito a acidente na fuga e tudo mais. Mas essa é uma história pra outro post.
Já caí de moto. Algumas vezes. Quebrei todos os dentes da frente e essa é uma história que já está em outro texto, em http://bit.ly/tzSeb5.
Vi meu primeiro show de uma banda grande. Vi meu segundo, terceiro e muitos, muitos outros. PQP, eu vi o Ozzy tocar. DUAS VEZES! Assisti bandas que estiveram presentes na minha infância e adolescência, que eu acompanhava por revistas, juntava centavos pra poder comprar um LP, uma fita cassete... E isso foi importante demais pra mim.
Sem parecer emo, mas o coração tomou umas pancadas nervosas nestes 10 anos. Bom, é uma merda, mas todo mundo tem que passar por isso, certo? Namorei algumas garotas e as separações sempre foram muito doloridas. Elas me ensinaram a ter paciência, a saber conversar, a respeitar diferenças, a entender que todos nós somos diferentes e ninguém muda por ninguém. Se você ama uma pessoa, deve o fazer por quem ela é e NUNCA por quem você espera que ela seja. A dor é uma excelente professora. E de todos estes relacionamentos eu trago amigos importantes. Tudo teve seu lado bom.
Falando em lado, o meu mais nerd veio com tudo nos últimos cinco anos. Entre videogames, gadgets, jogos de realidade alternativa, redes sociais, internet, passei a trabalhar, além da área de TI, como repórter de cadernos de tecnologia em alguns sites. Olha o jornalismo enrustido aí.
Vi Saturno a partir de um telescópio em uma noite perfeita.
Viajei bem menos do que eu gostaria, mas fiz viagens ótimas. Consegui juntar dinheiro por uns anos para poder conhecer as capitais do sul do Brasil. Fui também recentemente ao Rio de Janeiro, estive em Buenos Aires e lá fui mordido por um filhote de tigre, de tigre de verdade, durante uma de suas delicadas brincadeiras. Mas eu apertei o nariz dele, então voltei pra casa feliz pra caramba.
Pilotei um avião! Cara, isso foi tão mágico. De Jundiaí até o Campo de Marte em São Paulo, mas foi fantástico.
Peço desculpas pela forma como as coisas estão sendo jogadas, mas tudo passou tão rápido e as datas se confundem. E eu nunca fui um cara muito organizado.
Não sei se eu sou otimista demais, mas costumo dar bem mais valor às coisas boas, como dá pra perceber. Eu poderia melindrar, falar o quanto me ferrei por sair de casa tão cedo, eu tinha apenas 19 anos, ganhando um salário irrisório, não podendo comprar nada, vivendo no vermelho por anos e anos seguidos, assumindo responsabilidades rígidas, longe de pessoas que eu amo, sem amparo, mimimimimimi...
Mas prefiro perceber que valeu a pena.
Que venham mais dez.
D - E - Z - - - A - N - O - S
Que passaram na mesma velocidade daquela partida de futebol descalço na rua, aos dez anos de idade.
Muitas coisas boas e tantas outras ruins aconteceram nesse período. Fui desafiado pelo meu irmão Yuri Kiddo a tentar pontuá-las aqui neste texto.
Lembro até hoje da primeira noite que dormi nos fundos de uma casa quarto/cozinha/banheiro, em um bairro mais afastado de São Bernardo do Campo. A luz que entrava pela pequena janela, fazendo sombras no teto, os barulhos, a ansiedade, o ranger do colchão, o medo. Tudo isso marcou.
Quando eu me mudei pra lá eu tinha uma moto em frangalhos, trabalhava em uma loja de informática e ganhava R$ 400 por mês. E foi com essa grana que eu vivi durante muito tempo.
De imediato, posso dizer que conheci no ABC pessoas espetaculares, que quero levar pro resto da minha vida. O Yuri é um desses caras. Conheci ele e várias pessoas por intermédio da minha ex-namorada, com quem fiquei por sete destes dez anos. Uma das coisas ruins foi justamente o quanto sofremos no término. Hoje estamos bem, e a vida continua.
Tive algumas bandas. Toquei bateria na cozinha. Gravávamos com um microfone, um computador e com os vizinhos reclamando sempre. O que no fundo era bem divertido.
Neste bairro conheci pessoas que me fizeram mensurar a sorte de, num mundo tão enorme, conhecê-los.
Destas bandas, nenhuma fez sucesso. Mas guardo com carinho algumas músicas e letras escritas de forma espontânea e que ainda hoje me dão orgulho. Lembro dos amplificadores na pia, no fogão. Lembro de muitas risadas. Apesar das dificuldades, de ter ralado MUITO, eu era feliz.
Enfim consegui me formar ensino superior. Algo que eu planejava desde os 14 anos. Claro, não foi uma faculdade de Jornalismo, mas foi de Ciências da Computação e com bolsa para funcionário por metade do curso, pois eu fui funcionário da FEI. A outra metade eu mesmo paguei, e doía hahahahha. Pensei em desistir algumas vezes, dada a dificuldade das provas. Mas tive ajuda para continuar.
Conheci tanta gente legal neste período. Pessoas que se tornaram imprescindíveis na minha vida.
Na correria que se deu e acontece até hoje, vejo nessa proximidade uma vitória. Não é fácil. Muitas pessoas pelas quais eu tenho bastante carinho se afastaram ou foram afastadas. Pessoas da minha família, por exemplo. Eles mal sabem quem sou, salvo meu pai e irmãos. E ainda assim, por insistência deles. Eu me afastei por mágoas do passado. Preciso deixar isso lá atrás. Preciso aprender a esquecer.
Perdi pessoas, perdi amigos. Recentemente eu perdi minha avó, a que me criou depois que minha mãe faleceu, e isso foi uma pancada daquelas que deixam marcas irreversíveis. Perdi o Guilhermo, meu melhor amigo, em um acidente de carro.
E, no dia que minha avó morreu, eu estava entrevistando pessoalmente os atores de uma das séries que eu mais gosto, The Big Bang Theory. Lembro da confusão de sentimentos entre euforia e tristeza. Que angústia.
Falando em carro, eu já tive que roubar meu próprio carro, depois de quase um ano longe,sem saber onde ele estava, com direito a acidente na fuga e tudo mais. Mas essa é uma história pra outro post.
Já caí de moto. Algumas vezes. Quebrei todos os dentes da frente e essa é uma história que já está em outro texto, em http://bit.ly/tzSeb5.
Vi meu primeiro show de uma banda grande. Vi meu segundo, terceiro e muitos, muitos outros. PQP, eu vi o Ozzy tocar. DUAS VEZES! Assisti bandas que estiveram presentes na minha infância e adolescência, que eu acompanhava por revistas, juntava centavos pra poder comprar um LP, uma fita cassete... E isso foi importante demais pra mim.
Sem parecer emo, mas o coração tomou umas pancadas nervosas nestes 10 anos. Bom, é uma merda, mas todo mundo tem que passar por isso, certo? Namorei algumas garotas e as separações sempre foram muito doloridas. Elas me ensinaram a ter paciência, a saber conversar, a respeitar diferenças, a entender que todos nós somos diferentes e ninguém muda por ninguém. Se você ama uma pessoa, deve o fazer por quem ela é e NUNCA por quem você espera que ela seja. A dor é uma excelente professora. E de todos estes relacionamentos eu trago amigos importantes. Tudo teve seu lado bom.
Falando em lado, o meu mais nerd veio com tudo nos últimos cinco anos. Entre videogames, gadgets, jogos de realidade alternativa, redes sociais, internet, passei a trabalhar, além da área de TI, como repórter de cadernos de tecnologia em alguns sites. Olha o jornalismo enrustido aí.
Vi Saturno a partir de um telescópio em uma noite perfeita.
Viajei bem menos do que eu gostaria, mas fiz viagens ótimas. Consegui juntar dinheiro por uns anos para poder conhecer as capitais do sul do Brasil. Fui também recentemente ao Rio de Janeiro, estive em Buenos Aires e lá fui mordido por um filhote de tigre, de tigre de verdade, durante uma de suas delicadas brincadeiras. Mas eu apertei o nariz dele, então voltei pra casa feliz pra caramba.
Pilotei um avião! Cara, isso foi tão mágico. De Jundiaí até o Campo de Marte em São Paulo, mas foi fantástico.
Peço desculpas pela forma como as coisas estão sendo jogadas, mas tudo passou tão rápido e as datas se confundem. E eu nunca fui um cara muito organizado.
Não sei se eu sou otimista demais, mas costumo dar bem mais valor às coisas boas, como dá pra perceber. Eu poderia melindrar, falar o quanto me ferrei por sair de casa tão cedo, eu tinha apenas 19 anos, ganhando um salário irrisório, não podendo comprar nada, vivendo no vermelho por anos e anos seguidos, assumindo responsabilidades rígidas, longe de pessoas que eu amo, sem amparo, mimimimimimi...
Mas prefiro perceber que valeu a pena.
Que venham mais dez.
Todo amor é egoísta [e não há demérito nisso]
no dia 24/08/2011 às 19h40
Já parou pra pensar que todo amor é egoísta?
É egoísta sim, não adianta negar.
Veja: ou você quer que alguém te ame porque você se considera amável, ou porque amar alguém TE faz bem. Não existe a opção "vou amar aquela pessoa SÓ para fazer bem pra ela.
Eu nunca conheci ninguém assim. Ninguém sincero, ao menos.
E, dentro desse egoísmo eu pergunto: Qual amor você procura na sua vida? Acho que só vai dar certo quando o amor for egoísta para os dois lados.
O dia que um dos tópicos egoístas do amor for subtraído, passa a dar errado. (Se você não quer mais ser amado, ou se você não quer mais amar aquela pessoa porque não te faz bem).
No fundo, todo relacionamento é uma troca livre de egoísmos e aceitação do egoísmo alheio e não vejo isso como um problema.
A reciprocidade do amor não é uma troca? Então... Tá tudo em casa.
Outra coisa que eu notei: NÃO TENTE mudar a pessoa no decorrer do tempo.
Ela é assim, do jeito que você a conheceu. Se o defeito da pessoa não é suportável, dá logo um fim nisso, porque não vai dar certo.
Se uma pessoa possui um defeito, isso só tende a piorar com o tempo de convivência.
Qualquer problema inaceitável é tolerável durante os primeiros meses, enquanto os dois ainda estão apaixonados.
Depois disso, passa a ser impraticável, não adianta continuar dando cabeçada no prego torto. Vai machucar sua cabeça, mas não vai desentortar o prego, entende? Move on!
E aqui voltamos ao egoísmo do amor:
Só vai dar certo (ou só está dando certo) enquanto ambos aceitarem e tolerarem o egoísmo alheio.
A necessidade de um carinho e uma surpresa, a vontade de ter o ego acariciado repentinamente, a viagem combinada à dois, a troca de músicas e conhecimentos em conversas que não tem fim, o café da manhã servido na cama com suco de laranja e torradas na manhã seguinte... Tudo para se agradar.
Porque fazer bem a quem você ama é fazer bem a si mesmo, não?
"Agora me dá logo aqui o que é meu, deita no meu colo e assiste o filme comigo. Shhhh! Essa parte é legal, olha pra lá... olha pra lá!! hahahahahahahaahahahaah "
É egoísta sim, não adianta negar.
Veja: ou você quer que alguém te ame porque você se considera amável, ou porque amar alguém TE faz bem. Não existe a opção "vou amar aquela pessoa SÓ para fazer bem pra ela.
Eu nunca conheci ninguém assim. Ninguém sincero, ao menos.
E, dentro desse egoísmo eu pergunto: Qual amor você procura na sua vida? Acho que só vai dar certo quando o amor for egoísta para os dois lados.
O dia que um dos tópicos egoístas do amor for subtraído, passa a dar errado. (Se você não quer mais ser amado, ou se você não quer mais amar aquela pessoa porque não te faz bem).
No fundo, todo relacionamento é uma troca livre de egoísmos e aceitação do egoísmo alheio e não vejo isso como um problema.
A reciprocidade do amor não é uma troca? Então... Tá tudo em casa.
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Outra coisa que eu notei: NÃO TENTE mudar a pessoa no decorrer do tempo.
Ela é assim, do jeito que você a conheceu. Se o defeito da pessoa não é suportável, dá logo um fim nisso, porque não vai dar certo.
Se uma pessoa possui um defeito, isso só tende a piorar com o tempo de convivência.
Qualquer problema inaceitável é tolerável durante os primeiros meses, enquanto os dois ainda estão apaixonados.
Depois disso, passa a ser impraticável, não adianta continuar dando cabeçada no prego torto. Vai machucar sua cabeça, mas não vai desentortar o prego, entende? Move on!
E aqui voltamos ao egoísmo do amor:
Só vai dar certo (ou só está dando certo) enquanto ambos aceitarem e tolerarem o egoísmo alheio.
A necessidade de um carinho e uma surpresa, a vontade de ter o ego acariciado repentinamente, a viagem combinada à dois, a troca de músicas e conhecimentos em conversas que não tem fim, o café da manhã servido na cama com suco de laranja e torradas na manhã seguinte... Tudo para se agradar.
Porque fazer bem a quem você ama é fazer bem a si mesmo, não?
"Agora me dá logo aqui o que é meu, deita no meu colo e assiste o filme comigo. Shhhh! Essa parte é legal, olha pra lá... olha pra lá!! hahahahahahahaahahahaah "
Quando fecho os olhos
no dia 18/07/2011 às 02h24
Quando fecho os olhos, meus sonhos acordados ainda aparecem, em uma dança de cores e sons desconexos, é irritante!
Como roupas dobradas, separadas, banhadas com amaciante, preservadas em uma mala de viagem que nunca foi usada. Que não serve de nada, a não ser acumular ambições, anseios.
E em meio a essa sequência de episódios sórdidos, dias de chuva, trânsito, caos astrológico, físico, lingüístico e químico, vou empilhando mais uma meia, mais um sorriso cínico. Amarelo e avermelhado, por ver o tempo passar e usar o mesmo terno amarrotado.
Um dia eu quis viver de música, futebol ou de palavras. Eu já quis mudar o mundo. Quis visitar os locais de onde meu gosto é oriundo.
Matar essa saudade do que eu não conheço. Só que quanto mais eu cresço, menos parece que eu estou perto do que sempre sonhei.
É triste, ver que você insiste e insiste, e investe e reveste seus pés com medo de atrasar os passos e percebe que se esqueceu de amarrar os cadarços.
E tropeça. É como se a vida estivesse rindo ao te pregar uma peça e te dizer: “Você não nasceu em berço de ouro, você não merece.”
Quando fecho os olhos, meus sonhos acordados ainda surgem. Não sei se pra me causar nojo, pra me trazer medo. Sei que desde cedo eu percebo que não seria fácil. Só não esperava que eu teria que esperar tanto. Meus cabelos brancos nascem à medida que minha esperança padece.
Ok, me deixe aqui no meu canto, refletindo mais uma vez sobre como dar um drible nos buracos. Em como ter respostas para dilemas que me deixam longe do que eu quero.
Estou sendo sincero, não estou resignado. É fato. Talvez essa minha frieza, essa minha falta de tato tenha surgido com a recorrência de tantas decepções. De pelejar e buscar e tentar e sempre acabar e noite sentado à mesa dos meus porões mentais, saboreando uma bebida morna que deveria estar gelada.
E tudo o que eu aspirava era conhecer o mundo, cada naco, cada burgo, cada semblante triste ou feliz, foi tudo o que sempre quis. Quero resolver esse meus problemas.
Só que o relógio de manhã cedo, o “acorda-trabalha-dorme” e todo esse enredo tem sido pra mim um par de algemas.
Me deixa vivenciar meus devaneios. Não é pedir demais. É?
Como roupas dobradas, separadas, banhadas com amaciante, preservadas em uma mala de viagem que nunca foi usada. Que não serve de nada, a não ser acumular ambições, anseios.
E em meio a essa sequência de episódios sórdidos, dias de chuva, trânsito, caos astrológico, físico, lingüístico e químico, vou empilhando mais uma meia, mais um sorriso cínico. Amarelo e avermelhado, por ver o tempo passar e usar o mesmo terno amarrotado.
Um dia eu quis viver de música, futebol ou de palavras. Eu já quis mudar o mundo. Quis visitar os locais de onde meu gosto é oriundo.
Matar essa saudade do que eu não conheço. Só que quanto mais eu cresço, menos parece que eu estou perto do que sempre sonhei.
É triste, ver que você insiste e insiste, e investe e reveste seus pés com medo de atrasar os passos e percebe que se esqueceu de amarrar os cadarços.
E tropeça. É como se a vida estivesse rindo ao te pregar uma peça e te dizer: “Você não nasceu em berço de ouro, você não merece.”
Quando fecho os olhos, meus sonhos acordados ainda surgem. Não sei se pra me causar nojo, pra me trazer medo. Sei que desde cedo eu percebo que não seria fácil. Só não esperava que eu teria que esperar tanto. Meus cabelos brancos nascem à medida que minha esperança padece.
Ok, me deixe aqui no meu canto, refletindo mais uma vez sobre como dar um drible nos buracos. Em como ter respostas para dilemas que me deixam longe do que eu quero.
Estou sendo sincero, não estou resignado. É fato. Talvez essa minha frieza, essa minha falta de tato tenha surgido com a recorrência de tantas decepções. De pelejar e buscar e tentar e sempre acabar e noite sentado à mesa dos meus porões mentais, saboreando uma bebida morna que deveria estar gelada.
E tudo o que eu aspirava era conhecer o mundo, cada naco, cada burgo, cada semblante triste ou feliz, foi tudo o que sempre quis. Quero resolver esse meus problemas.
Só que o relógio de manhã cedo, o “acorda-trabalha-dorme” e todo esse enredo tem sido pra mim um par de algemas.
Me deixa vivenciar meus devaneios. Não é pedir demais. É?
Guitar Angry Birds
no dia 29/06/2011 às 16h56
Pigo é um porquinho que cresceu em um orfanato no suburbio de WindCity, uma cidade dominada pelo ódio e raiva de pássaros ditadores.
Sua agressividade se perpetuou por anos, e durante esse período, os porcos eram atingidos diariamente pelos ataques vorazes de pássaros de diversas espécies, toda vez que tentavam cantar.
O som que os porcos emitem irritava e muito a Carlos Pisita, uma águia imperial topetuda, que decidiu tomar o comando de WindCity e maginalizar os pobres porquinhos.
Dona Piga e Sr Porquito, pais biológicos de Pigo, padeceram em uma investida de pássaros amarelos, quando se preparavam para uma "Seresta oculta", como eram conhecidos os encontros cantantes dos animais oprimidos.
Tudo era muito triste para os suínos locais, até que Pigo bolou um plano de vingança. Junto com alguns amigos, ele liderou um contra-ataque brilhante: Ao som de suas melhores músicas, resolveu atacar os pássaros irritados com seus próprios ovos, roubados na véspera.
Será Pigo capaz de deter esta ditadura de asas? Confira em Guitar Angry Pigs!
Sua agressividade se perpetuou por anos, e durante esse período, os porcos eram atingidos diariamente pelos ataques vorazes de pássaros de diversas espécies, toda vez que tentavam cantar.
O som que os porcos emitem irritava e muito a Carlos Pisita, uma águia imperial topetuda, que decidiu tomar o comando de WindCity e maginalizar os pobres porquinhos.
Dona Piga e Sr Porquito, pais biológicos de Pigo, padeceram em uma investida de pássaros amarelos, quando se preparavam para uma "Seresta oculta", como eram conhecidos os encontros cantantes dos animais oprimidos.
Tudo era muito triste para os suínos locais, até que Pigo bolou um plano de vingança. Junto com alguns amigos, ele liderou um contra-ataque brilhante: Ao som de suas melhores músicas, resolveu atacar os pássaros irritados com seus próprios ovos, roubados na véspera.
Será Pigo capaz de deter esta ditadura de asas? Confira em Guitar Angry Pigs!
That's all I got.
no dia 21/06/2011 às 01h30
You already gave me the most beautiful smile in the world.
Gave me your hand for me to cuddle, lay down on my lap and later, asked me a hug.
I've had the inexplicable pleasure of feeling myself within you. In many different ways.
I touched your soul, looking you in the eyes.
You already gave me everything I ever dreamed.
And then, took it all away from me.
And now the only thing you give me, is your backs.
Gave me your hand for me to cuddle, lay down on my lap and later, asked me a hug.
I've had the inexplicable pleasure of feeling myself within you. In many different ways.
I touched your soul, looking you in the eyes.
You already gave me everything I ever dreamed.
And then, took it all away from me.
And now the only thing you give me, is your backs.
Afinidade Desafinada
no dia 15/06/2011 às 10h10
Por que relacionamentos são tão complicados?
Abro o texto de hoje com esse questionamento, para compartilhar essa pergunta que tanto tem me incomodado nos últimos tempos.
A única resposta que me acalma é que as as pessoas são diferentes. Muito diferentes.
Sabe, quanto mais eu penso nessas coisas mais entendo que o que une um casal, mais que seu amor, mais que o tesão, muito mais que os impulsos apaixonados, é a quantidade de coisas que eles "não gostam em comum".
Um a um, os tópicos são desvelados no decorrer do período de adaptação mútua e os gostos podem até serem ímpares, mas os desgostos devem ser os mesmos. E, bom, isso me soa tão mesquinho.
Acho que essa é, enfim, a tão falada afinidade. "Somos afins no que odiamos, por isso nos amamos".
É esse conjunto de conjunturas o responsável pelo acúmulo de boas lembranças, de situações cômicas, conversas engraçadas durante noites abluídas à cerveja com limão, tequila, beijos apaixonados e corpos entrelaçados.
Os fins justificam os meios. Mesmo que isso seja meio estranho.
Agora, e quando o desgosto acontece por causa de um gosto alheio? De um anseio que não é o seu?
Isso afasta, desafina, isso corrompe, gera discussões idiotas, medos infundados, traumas irreparáveis, desinteresse.
E logo depois temos duas metades procurando completar a teoria dos conjuntos, separados.
Toda uma gama de sentimentos egoístas entram em campo, munidos de disfunções racionais e promessas de distância iminente.
Fica óbvio que tudo se resolveria com uma conversa, com calma, com sinceridade e carinho, mas tentar isso em momentos acalorados é quase uma utopia, infelizmente.
Nunca sabemos até que ponto isso realmente será levado à ferro e fogo, mas incomoda.
Afinal, pior do que não ser lembrado...
É ter alguém querendo te esquecer.
Abro o texto de hoje com esse questionamento, para compartilhar essa pergunta que tanto tem me incomodado nos últimos tempos.
A única resposta que me acalma é que as as pessoas são diferentes. Muito diferentes.
Sabe, quanto mais eu penso nessas coisas mais entendo que o que une um casal, mais que seu amor, mais que o tesão, muito mais que os impulsos apaixonados, é a quantidade de coisas que eles "não gostam em comum".
Um a um, os tópicos são desvelados no decorrer do período de adaptação mútua e os gostos podem até serem ímpares, mas os desgostos devem ser os mesmos. E, bom, isso me soa tão mesquinho.
Acho que essa é, enfim, a tão falada afinidade. "Somos afins no que odiamos, por isso nos amamos".
É esse conjunto de conjunturas o responsável pelo acúmulo de boas lembranças, de situações cômicas, conversas engraçadas durante noites abluídas à cerveja com limão, tequila, beijos apaixonados e corpos entrelaçados.
Os fins justificam os meios. Mesmo que isso seja meio estranho.
Agora, e quando o desgosto acontece por causa de um gosto alheio? De um anseio que não é o seu?
Isso afasta, desafina, isso corrompe, gera discussões idiotas, medos infundados, traumas irreparáveis, desinteresse.
E logo depois temos duas metades procurando completar a teoria dos conjuntos, separados.
Toda uma gama de sentimentos egoístas entram em campo, munidos de disfunções racionais e promessas de distância iminente.
Fica óbvio que tudo se resolveria com uma conversa, com calma, com sinceridade e carinho, mas tentar isso em momentos acalorados é quase uma utopia, infelizmente.
Nunca sabemos até que ponto isso realmente será levado à ferro e fogo, mas incomoda.
Afinal, pior do que não ser lembrado...
É ter alguém querendo te esquecer.
Guilhermo
no dia 10/03/2011 às 09h52
Esse é um texto longo e só leia se realmente quiser me conhecer melhor.
Eu conheci o Guilhermo quando eu tinha 17 anos. Ele 16. Morávamos na Praia Grande, litoral sul de São Paulo.
Era um ambiente de farra, surf, capoeira, sol, gente bonita e descolada em clima de paquera e sedução.
Mas eu tinha uma vida dupla: gostava e muito de Rock, esse tipo de “música” odiado pelos caiçaras locais. Além de jogar videogame e navegar na internet, o que era bem raro nessa região, naquela época.
Um amigo em comum nos apresentou sob a desculpa de que “nós dois éramos estranhos iguais”.
Ele era um cara recluso, que sabia da existência dessa realidade litorânea, mas preferia ficar em seu quarto jogando, lendo quadrinhos e ouvindo, claro, Rock.
Na primeira conversa, viramos amigos. Foi uma seqüência de pequenas surpresas: Um conhecia os segredos de um determinado videogame, e outro sabia que tal música do Nirvana era um desabafo do Kurt, ou que os primeiros discos do Metallica eram de fato os melhores, ou imitando juntos os riffs de uma música do Black Sabbath, ou concordando que o Lobo destruiria o Wolverine em uma suposta batalha.
Passamos a andar juntos, evitando a onda de violência que assolava a região por causa da falta de estrutura policial e da invasão do rap (não é funk) carioca, que chegava aos morros de Santos, São Vicente e à periferia ao redor da cidade.
Era comum nos encontrar em disputas de 007 do Nintendo 64 ou na calçada de nossas casas com um violão e uma meia lua, compondo músicas ou tentando tirar as que nós gostávamos.
Chegamos a ter uma banda juntos, com alguns amigos. Tocávamos apenas para nós mesmos, mas foi uma das melhores épocas de nossas vidas. O peso de nossas responsabilidades era muito leve. Fácil, se comparado ao meu cotidiano atual.
Guilhermo tinha um problema no coração e passava constantemente por cirurgias, que sempre me preocuparam. Mas o filho da puta não se cuidava. Nunca se cuidava.
A gente bebia demais, não levava uma vida nada saudável. Mas eu, por ainda praticar esportes, me preocupava mais, mantinha os pés mais no chão.
Ele sempre teve problemas em casa, com o pai. Eu também. Nos tratávamos como irmãos, tendo em vista nossa distância com a família de sangue. Nossos amigos eram nossa família. A rua era nosso playground, mas sabíamos de todos nossos limites. Tanto os sociais quanto os psicológicos.
Bom, ele sempre foi revoltado com sua condição de saúde. Me dizia que nunca poderia pular de pára-quedas. Nunca poderia sequer aproveitar os principais brinquedos de um parque de diversões. Eu tentava conversar com ele, mostrar que outras coisas compensavam e muito, mas ele não entendia. Coisa de sua personalidade, me acostumei.
Eu me lembro de tê-lo ajudado a conhecer uma de suas namoradas, a que ele mais amou. Ele tinha algumas dúvidas para utilizar a internet, chat, e-mail e eu meio que intermediei as coisas no começo. O amigo nerd, eu sei, mas que seja. Deu certo.
Ela morava em outra cidade, São Bernardo do Campo, então passamos a viajar bastante. Ele para encontrá-la, eu para encontrar a irmã dela, com quem também namorei durante muito tempo, durante anos.
Bom, a vida foi caminhando e eu acabei me mudando para esta cidade e ele foi para São Paulo, que não é longe.
Passamos a nos ver apenas de fim de semana. Fui fazendo outras amizades no ABC e ele conheceu um pessoal de Santo Amaro. Coisas da vida, acontece, mas nunca perdemos o contato.
Seu namoro acabou não dando muito certo nessa época, por motivos que não precisam ser citados. Ele continuou amando a menina. Tenho certeza disso. Todos temos.
Mas isso, sem dúvida, esse e outros fatos “ajudaram” a nos deixar ainda mais distantes. Conversávamos de vez em quando pelo Messenger. Nessa época ele já tinha 22 anos e eu, 23.
E essa galera tinha uns costumes meio barra pesada. Drogas, bebidas, baladas, festas sem limites, putaria... Ele sempre me confidenciou cada experiência nova, cada merda que ele fazia.
E eu sempre dizia: “Cara, sério, não faz isso, mano... vai dar merda”.
Lembro de uma vez que ele me disse que a alegria dos caras era ficar muito doido e pegar o carro e tentar bater os recordes de velocidade, tirar racha, fugir da polícia.
Porra, eu de longe tentava conversar com ele, sabia que um dia não ia terminar bem, mas ele não me dava ouvidos. A adrenalina e sua vontade de viver de forma intensa, com medo de não ter amanhã, o deixavam surdo e cego.
Em um determinado fim de semana ele acabou aparecendo em casa para ver se a história de que eu tinha uma bateria na cozinha era verdade. E era verdade. Tocamos alguma coisa, ele disse que eu tinha melhorado e, vindo dele, sabia que era sincero, o que me deixou bem.
No carro, ele pediu para eu ouvir um CD que ele trazia, falou que eu iria gostar. Era o primeiro disco da banda Tenacious D, do Jack Black. Rimos muito com as letras do cara, lembramos de muita coisa que fizemos, da saudade ao estar longe e fizemos promessas de reatar contato.
Na segunda feira de um fim de semana prolongado, poucos dias depois, ele teoricamente iria para São Bernardo. Matar a saudade, sair, beber, dar risada.
Só que ele não apareceu. Terça-feira e nada... quarta-feira e nada... Acho que foi na quinta-feira ou na sexta-feira que recebemos notícias: Ele estava hospitalizado, vítima de um acidente de carro.
A minha cunhada na época se apressou para visitá-lo, pois ele não parava de chamar seu nome.
Quando ela voltou para casa, disse que já tinha o encontrado sedado, e não conseguiu conversar com ele, mas descobriu que ele teve múltiplas fraturas e perfurações internas, pois fora arremessado por uma das janelas do veículo. Imagina a dor... Imagina quanto ele sofreu...
No outro dia de visita estávamos nos preparando para ir ao hospital quando recebemos a notícia que nós mais temíamos: Ele de fato tinha falecido.
Eu chorei muito, foi como perder um pedaço de mim. Ele fez parte essencial da vida de muitas pessoas ao meu redor. Da minha vida. Me senti sem chão mesmo. A presença da morte é cruel e inexplicável em palavras.
Ele tinha 22 anos e muitos sonhos pela frente. Trabalhos, cursos, viagens, tatuagens, shows, loucuras... coisas que ele nunca vai poder fazer. Por que sua vontade de viver no limite foi justamente o que lhe tirou a vida.
Hoje eu não consegui dormir, lembrando de toda essa trajetória, da falta que ele faz pra gente, pra sua família.
Fiquei imaginando como ele estaria hoje, o que estaria fazendo, onde estaria trabalhando, do que estaria reclamando...
E me dei conta que eu, apesar de ter meus problemas, não posso reclamar. Que eu preciso passar por cima de muita coisa que tá acontecendo, de alguns sofrimentos diários, pra fazer minha vida acontecer. Por que ele me daria um tapa na cabeça e me mostraria que eu, como sempre fiz, precisaria continuar sendo forte, sendo seu irmão mais velho.
Ele foi um cara que me fez ver que é fácil dizer que eu amo um homem, sem parecer ser viado. O amor entre dois amigos, dois irmãos.
Um cara que fez parte de muito o que eu sou hoje e com certeza fará parte de quem eu vou ser um dia.
Mesmo hoje, com 29 anos, sinto saudade de você Guilhermo. E você continua presente.
=’(
Eu conheci o Guilhermo quando eu tinha 17 anos. Ele 16. Morávamos na Praia Grande, litoral sul de São Paulo.
Era um ambiente de farra, surf, capoeira, sol, gente bonita e descolada em clima de paquera e sedução.
Mas eu tinha uma vida dupla: gostava e muito de Rock, esse tipo de “música” odiado pelos caiçaras locais. Além de jogar videogame e navegar na internet, o que era bem raro nessa região, naquela época.
Um amigo em comum nos apresentou sob a desculpa de que “nós dois éramos estranhos iguais”.
Ele era um cara recluso, que sabia da existência dessa realidade litorânea, mas preferia ficar em seu quarto jogando, lendo quadrinhos e ouvindo, claro, Rock.
Na primeira conversa, viramos amigos. Foi uma seqüência de pequenas surpresas: Um conhecia os segredos de um determinado videogame, e outro sabia que tal música do Nirvana era um desabafo do Kurt, ou que os primeiros discos do Metallica eram de fato os melhores, ou imitando juntos os riffs de uma música do Black Sabbath, ou concordando que o Lobo destruiria o Wolverine em uma suposta batalha.
Passamos a andar juntos, evitando a onda de violência que assolava a região por causa da falta de estrutura policial e da invasão do rap (não é funk) carioca, que chegava aos morros de Santos, São Vicente e à periferia ao redor da cidade.
Era comum nos encontrar em disputas de 007 do Nintendo 64 ou na calçada de nossas casas com um violão e uma meia lua, compondo músicas ou tentando tirar as que nós gostávamos.
Chegamos a ter uma banda juntos, com alguns amigos. Tocávamos apenas para nós mesmos, mas foi uma das melhores épocas de nossas vidas. O peso de nossas responsabilidades era muito leve. Fácil, se comparado ao meu cotidiano atual.
Guilhermo tinha um problema no coração e passava constantemente por cirurgias, que sempre me preocuparam. Mas o filho da puta não se cuidava. Nunca se cuidava.
A gente bebia demais, não levava uma vida nada saudável. Mas eu, por ainda praticar esportes, me preocupava mais, mantinha os pés mais no chão.
Ele sempre teve problemas em casa, com o pai. Eu também. Nos tratávamos como irmãos, tendo em vista nossa distância com a família de sangue. Nossos amigos eram nossa família. A rua era nosso playground, mas sabíamos de todos nossos limites. Tanto os sociais quanto os psicológicos.
Bom, ele sempre foi revoltado com sua condição de saúde. Me dizia que nunca poderia pular de pára-quedas. Nunca poderia sequer aproveitar os principais brinquedos de um parque de diversões. Eu tentava conversar com ele, mostrar que outras coisas compensavam e muito, mas ele não entendia. Coisa de sua personalidade, me acostumei.
Eu me lembro de tê-lo ajudado a conhecer uma de suas namoradas, a que ele mais amou. Ele tinha algumas dúvidas para utilizar a internet, chat, e-mail e eu meio que intermediei as coisas no começo. O amigo nerd, eu sei, mas que seja. Deu certo.
Ela morava em outra cidade, São Bernardo do Campo, então passamos a viajar bastante. Ele para encontrá-la, eu para encontrar a irmã dela, com quem também namorei durante muito tempo, durante anos.
Bom, a vida foi caminhando e eu acabei me mudando para esta cidade e ele foi para São Paulo, que não é longe.
Passamos a nos ver apenas de fim de semana. Fui fazendo outras amizades no ABC e ele conheceu um pessoal de Santo Amaro. Coisas da vida, acontece, mas nunca perdemos o contato.
Seu namoro acabou não dando muito certo nessa época, por motivos que não precisam ser citados. Ele continuou amando a menina. Tenho certeza disso. Todos temos.
Mas isso, sem dúvida, esse e outros fatos “ajudaram” a nos deixar ainda mais distantes. Conversávamos de vez em quando pelo Messenger. Nessa época ele já tinha 22 anos e eu, 23.
E essa galera tinha uns costumes meio barra pesada. Drogas, bebidas, baladas, festas sem limites, putaria... Ele sempre me confidenciou cada experiência nova, cada merda que ele fazia.
E eu sempre dizia: “Cara, sério, não faz isso, mano... vai dar merda”.
Lembro de uma vez que ele me disse que a alegria dos caras era ficar muito doido e pegar o carro e tentar bater os recordes de velocidade, tirar racha, fugir da polícia.
Porra, eu de longe tentava conversar com ele, sabia que um dia não ia terminar bem, mas ele não me dava ouvidos. A adrenalina e sua vontade de viver de forma intensa, com medo de não ter amanhã, o deixavam surdo e cego.
Em um determinado fim de semana ele acabou aparecendo em casa para ver se a história de que eu tinha uma bateria na cozinha era verdade. E era verdade. Tocamos alguma coisa, ele disse que eu tinha melhorado e, vindo dele, sabia que era sincero, o que me deixou bem.
No carro, ele pediu para eu ouvir um CD que ele trazia, falou que eu iria gostar. Era o primeiro disco da banda Tenacious D, do Jack Black. Rimos muito com as letras do cara, lembramos de muita coisa que fizemos, da saudade ao estar longe e fizemos promessas de reatar contato.
Na segunda feira de um fim de semana prolongado, poucos dias depois, ele teoricamente iria para São Bernardo. Matar a saudade, sair, beber, dar risada.
Só que ele não apareceu. Terça-feira e nada... quarta-feira e nada... Acho que foi na quinta-feira ou na sexta-feira que recebemos notícias: Ele estava hospitalizado, vítima de um acidente de carro.
A minha cunhada na época se apressou para visitá-lo, pois ele não parava de chamar seu nome.
Quando ela voltou para casa, disse que já tinha o encontrado sedado, e não conseguiu conversar com ele, mas descobriu que ele teve múltiplas fraturas e perfurações internas, pois fora arremessado por uma das janelas do veículo. Imagina a dor... Imagina quanto ele sofreu...
No outro dia de visita estávamos nos preparando para ir ao hospital quando recebemos a notícia que nós mais temíamos: Ele de fato tinha falecido.
Eu chorei muito, foi como perder um pedaço de mim. Ele fez parte essencial da vida de muitas pessoas ao meu redor. Da minha vida. Me senti sem chão mesmo. A presença da morte é cruel e inexplicável em palavras.
Ele tinha 22 anos e muitos sonhos pela frente. Trabalhos, cursos, viagens, tatuagens, shows, loucuras... coisas que ele nunca vai poder fazer. Por que sua vontade de viver no limite foi justamente o que lhe tirou a vida.
Hoje eu não consegui dormir, lembrando de toda essa trajetória, da falta que ele faz pra gente, pra sua família.
Fiquei imaginando como ele estaria hoje, o que estaria fazendo, onde estaria trabalhando, do que estaria reclamando...
E me dei conta que eu, apesar de ter meus problemas, não posso reclamar. Que eu preciso passar por cima de muita coisa que tá acontecendo, de alguns sofrimentos diários, pra fazer minha vida acontecer. Por que ele me daria um tapa na cabeça e me mostraria que eu, como sempre fiz, precisaria continuar sendo forte, sendo seu irmão mais velho.
Ele foi um cara que me fez ver que é fácil dizer que eu amo um homem, sem parecer ser viado. O amor entre dois amigos, dois irmãos.
Um cara que fez parte de muito o que eu sou hoje e com certeza fará parte de quem eu vou ser um dia.
Mesmo hoje, com 29 anos, sinto saudade de você Guilhermo. E você continua presente.
=’(
Se lembra?
no dia 03/02/2011 às 18h01
Sabe aquele frio na barriga de se assombrar com algo apaixonante?
Aquela admiração que cresce? Aquela fome e sede de querer conhecer mais?
Se abrindo para cada palavra, cada relato, cada história e estória.
Aquele toque voluntariamente involuntário?
Aquela música colocada no repeat até entender como todos os instrumentos funcionam?
Você se lembra do primeiro dia de aula?
Das noites de ansiedade antes de uma viagem ou de um show há muito esperado?
Sabe aquele medo de esquecer e ser esquecido?
Sabe do que eu estou falando?!
Ainda existe aí dentro a admiração pelo diferente? Sem apelar para o vulgar, para o escatológico, para o agressivo?!
Aqueles detalhes que furtam a normalidade e entram com o pé na porta, nos tirando o ar?!
O conhecimento, as informações que pouca gente sabe, as entrelinhas que pouca gente lê.
Aquela declaração que deixa o rosto vermelho ou que faz o coração bater mais forte?
Ainda se lembra das risadas que só eu sabia arrancar de você? Das respostas que só você conseguia de mim?
Aquele beijo com urgência e aflição?
Aquele beijo no frio, que demora uma eternidade e arranca suspiros até de quem está em volta?
Do beijo que fazia a espinha arrepiar como em um banho escondido de água gelada, escondendo toda a vergonha e timidez?
Você se lembra da vontade de mudar o mundo? De fazer o nosso mundo girar pra sempre?
Ainda se lembra de tudo isso?! Então me mostra, por que eu preciso disso na minha vida agora.
Mas... quem se importa? Ninguém se importa. E se você me disser, que não dá mais?
Será que eu escuto mesmo ou apenas te olho nos seus olhos, estático, fingindo escutar?
Aquela admiração que cresce? Aquela fome e sede de querer conhecer mais?
Se abrindo para cada palavra, cada relato, cada história e estória.
Aquele toque voluntariamente involuntário?
Aquela música colocada no repeat até entender como todos os instrumentos funcionam?
Você se lembra do primeiro dia de aula?
Das noites de ansiedade antes de uma viagem ou de um show há muito esperado?
Sabe aquele medo de esquecer e ser esquecido?
Sabe do que eu estou falando?!
Ainda existe aí dentro a admiração pelo diferente? Sem apelar para o vulgar, para o escatológico, para o agressivo?!
Aqueles detalhes que furtam a normalidade e entram com o pé na porta, nos tirando o ar?!
O conhecimento, as informações que pouca gente sabe, as entrelinhas que pouca gente lê.
Aquela declaração que deixa o rosto vermelho ou que faz o coração bater mais forte?
Ainda se lembra das risadas que só eu sabia arrancar de você? Das respostas que só você conseguia de mim?
Aquele beijo com urgência e aflição?
Aquele beijo no frio, que demora uma eternidade e arranca suspiros até de quem está em volta?
Do beijo que fazia a espinha arrepiar como em um banho escondido de água gelada, escondendo toda a vergonha e timidez?
Você se lembra da vontade de mudar o mundo? De fazer o nosso mundo girar pra sempre?
Ainda se lembra de tudo isso?! Então me mostra, por que eu preciso disso na minha vida agora.
Mas... quem se importa? Ninguém se importa. E se você me disser, que não dá mais?
Será que eu escuto mesmo ou apenas te olho nos seus olhos, estático, fingindo escutar?






