Holocausto em Gaza

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no dia 04/01/2009 às 02h37
Transcrevo aqui o texto publicado no portal Vermelho a respeito da agressão de Israel contra a Palestina. É importante dizer que a criação do estado de Israel foi (em minha opinião), o maior erro político da modernidade, pois criou-se com isso uma situação insustentável, a despeito das vítimas que viriam a surgir:

É hipócrita e cínica a atitude do governo português de recomendar que cessem os ataques de ambos os lados. Com essa argumentação pretende-se comparar a resistência digna do povo palestino e a ação criminosa do invasor sionista que massacra a população civil e destrói a infra-estrutura de Gaza, depois de sustentar durante meses um bloqueio total contra o seu povo.



Este genocídio só é possível porque o lobby judeu mundial concede-lhe o combustível necessário, porque os EUA dá cobertura política, econômica e bélica ao agressor, porque a União Européia lhe deu um sinal verde e porque grande parte da população israelense dá apoio à limpeza étnica promovida pelo governo nazi-sionista.



Só o levantamento generalizado no mundo árabe e a solidariedade internacional, com todo tipo de protestos por toda a parte, poderá deter essa ação criminosa. Neste momento é importante reiterar a solidariedade com o governo legítimo do Hamas e repudiar a posição cúmplice do atual presidente da Autoridade Nacional Palestina, sr. Mahmud Abbas. Este, apesar da carnificina em curso, optou por acusar o Hamas pelo que está a acontecer e, de forma submissa, procura negociar com os assassinos do seu povo.



A responsabilidade de um povo



As novas atrocidades cometidas pelo estado judeu colocam questões candentes. O bombardeamento indiscriminado da população de Gaza pelos caças F-16 da entidade sionista até agora já provocou quase 300 mortos e 900 feridos.



Isto vem na sequência de um sitiamento prolongado, em que se priva aquela população de alimentos, combustíveis e medicamentos. A palavra genocídio tem razão de ser. Ele está a ser efetuado desde há anos.



É um genocídio em câmara lenta. A cumplicidade e passividade da União Européia e dos governos de muitos países árabes, a começar pelo do Egito, é notória. Mas acima de tudo é notória a conivência de grande parte dos cidadãos de Israel.



A realidade da violência



Na década de 1930 o cidadão médio da Alemanha podia alegar desconhecimento dos crimes perpetrados pelo nazismo. O aparelho de propaganda hitleriano jamais mencionava o holocausto em curso. A existência dos campos de concentração e dos fornos crematórios era cuidadosamente escondida. As mídias da Alemanha nazi nunca mencionavam a existência de tais infâmias.



E o que se passa hoje em Israel? Os crimes do estado sionista são bem conhecidos. A realidade do apartheid é evidente para todos, basta olhar as muralhas que esquartejam a Palestina.



Os assassinatos das sinistras polícias políticas de Israel são (em parte) divulgados nos media. As 100 toneladas de bombas já despejadas sobre a população indefesa de Gaza são anunciadas nos jornais israelenses. As perseguições ao espoliado povo palestino (10 mil palestinos presos) são notórias.



Por isso – ao contrário do povo alemão dos anos 30-40 – o povo de Israel não pode alegar ignorância. Assim, excetuando as forças democráticas e progressistas (como o PCI - Partido Comunista de Israel, o Hadash e algumas personalidades dignas) deve-se colocar o problema da responsabilidade coletiva dos cidadãos israelenses que permanecem passivos ou dão apoio (inclusive com o seu voto) a um governo que comete tais atrocidades.



O repúdio à barbárie nazi-sionista deve ser universal. As manifestações contra o massacre já começaram nos EUA e em outros países. O apelo ao boicote a Israel e ao desinvestimento deve transformar-se em realidade.


 
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